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06 de outubro de 2026 · 8 min de leitura
RG, passaporte, seguro obrigatório: saiba exatamente o que levar para entrar na Argentina em 2026 e não ter surpresas na imigração.
Saber quais documentos para viajar para a Argentina são aceitos evita uma situação muito desagradável: chegar ao controle migratório de El Calafate ou Bariloche com o documento errado. Em 2026, as regras têm uma atualização importante a considerar: o seguro viagem internacional passou a ser obrigatório por lei, e a nova CIN entrou definitivamente em cena. Este guia reúne tudo que você precisa saber antes de embarcar para a Patagônia.
Brasileiros têm uma vantagem clara: graças ao acordo do Mercosul, a Argentina dispensa visto para turismo. A estadia máxima é de 90 dias contados a partir do carimbo de entrada, segundo o portal Dicas Argentina. Mas "sem visto" não significa "sem documentação específica". Há requisitos que muita gente ignora e que podem barrar a entrada, especialmente depois das mudanças de 2025.
O artigo está organizado na ordem em que você vai precisar de cada informação: primeiro o documento de identidade, depois o seguro, depois os documentos de suporte e, por fim, o que se aplica a situações específicas como viajar com filhos ou de carro.

O documento principal exigido na imigração argentina é um dos três abaixo. Escolha um e certifique-se de que está em ordem antes de comprar a passagem.
O RG brasileiro é aceito na Argentina por força do acordo Mercosul. Para ser válido na fronteira, ele precisa atender a dois critérios:
Segundo informações do PanRotas, o modelo antigo de RG permanece válido para viagens internacionais até 28 de fevereiro de 2032. Mas atenção: se o seu foi emitido em 2015 ou antes, ele já está fora do prazo de 10 anos e precisa ser renovado antes da viagem.
A nova Carteira de Identidade Nacional já é aceita na Argentina, pois segue padrões internacionais e é compatível com os sistemas migratórios do Mercosul, segundo o PanRotas. Se você já tirou a CIN, pode usá-la no lugar do RG antigo sem nenhum problema.
Um ponto crítico, válido tanto para o RG quanto para a CIN: apenas o documento físico é aceito. A versão digital no aplicativo Gov.br não substitui o impresso nos controles migratórios internacionais. Leve o documento físico na bolsa, nunca só no celular.
Se optar pelo passaporte, ele precisa estar válido e ter pelo menos 6 meses de validade além da data de término da viagem, com ao menos uma página em branco disponível para o carimbo, segundo o portal Viagens e Caminhos. Para uma expedição de 8 dias que termina em fevereiro de 2027, por exemplo, o passaporte precisaria ser válido até agosto de 2027 no mínimo.
O passaporte costuma ser mais ágil em aeroportos internacionais maiores, como Buenos Aires, pela leitura automatizada. Na Patagônia, o fluxo de passageiros é menor e a diferença na prática é irrelevante.
|
Documento |
Aceito na imigração argentina? |
|---|---|
|
RG físico (emitido há ≤ 10 anos, em bom estado) |
Sim |
|
CIN física |
Sim |
|
Passaporte válido (+ 6 meses de validade após o término da viagem) |
Sim |
|
RG digital no Gov.br |
Não |
|
CNH (Carteira Nacional de Habilitação) |
Não |
|
OAB, CRM, CREA e carteiras de conselho profissional |
Não |
|
CPF, título de eleitor, certidão de nascimento |
Não |
|
Carteira de trabalho |
Não |

Esta é a mudança mais relevante de 2025 para quem viaja à Argentina. O governo argentino publicou o Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) nº 366/2025 em maio de 2025, tornando o seguro de saúde com cobertura internacional obrigatório para todos os turistas estrangeiros, incluindo brasileiros. A exigência entrou em vigor em 1º de julho de 2025 e segue valendo para todas as viagens em 2026, segundo o PanRotas.
O que isso significa na prática:
O mesmo decreto introduziu a exigência de uma declaração juramentada informando o motivo da visita (turismo, negócios etc.) na chegada ao país, segundo o portal Vistos e Cidadanias.
Quem viaja em expedição com a Vida na Montanha tem o seguro viagem com cobertura de saúde internacional e de aventura já incluso em todas as saídas na Patagônia Argentina: El Chaltén, Bariloche e Ushuaia. Não é necessário contratar separadamente.
O documento de identidade e o seguro são obrigatórios. A imigração argentina, porém, tem o direito de solicitar documentos complementares para confirmar a intenção de entrada como turista. Eles não são pedidos de todo mundo, mas é prudente ter em mãos:
Em grupo organizado com operadora registrada, como as expedições da Vida na Montanha, esses documentos raramente são solicitados. Mesmo assim, tenha os itens 1 e 2 salvos no celular e, se possível, impressos.
A regra para menores é direta: RG físico em bom estado (emitido há no máximo 10 anos) ou passaporte válido. Certidão de nascimento não é aceita como documento de viagem para a Argentina, segundo o portal Dicas Argentina.
Se o menor viaja desacompanhado de um dos pais ou de ambos, há exigências adicionais de autorização notarial. Esse cenário tem regulamentação específica e merece consulta ao consulado argentino ou a um cartório com antecedência adequada.
Quem vai de veículo próprio por um cruzamento terrestre (Paso Huemul, Paso Integración Austral e similares) precisa de dois documentos adicionais, segundo o portal Kayak:
A Carta Verde é emitida pela seguradora do veículo e precisa ser contratada antes de cruzar a fronteira. Sem ela, o veículo não entra.

Use esta lista para conferir tudo com antecedência:
Quem participa de uma expedição na Patagônia com a Vida na Montanha tem algumas etapas além da documentação de viagem padrão:
Para conferir o que cada expedição inclui e ver as próximas saídas disponíveis nesta temporada, acesse as páginas de El Chaltén: A Ascensão, Bariloche: A Face Oculta e Ushuaia: O Último Horizonte.
Se você ainda está na fase de preparação e quer entender como chegar pronto para caminhar 8 horas por dia na Patagônia, o guia prático de preparação física para trekking que publicamos aqui no blog detalha cada etapa do processo. E para montar a mochila certa para o dia a dia das trilhas, o post sobre o que levar na mochila de ataque numa trilha bate e volta na Patagônia cobre cada item com precisão.
O essencial para entrar na Argentina em 2026 cabe em duas linhas: documento de identidade físico válido (RG dentro do prazo, CIN ou passaporte com 6 meses de validade além da viagem) e seguro viagem internacional ativo para todo o período da estadia. O seguro deixou de ser recomendação e virou exigência legal desde julho de 2025. Tudo o mais, visto, taxa de turismo, vacina obrigatória, não se aplica ao brasileiro que vai à Patagônia para turismo.
Se você está organizando a ida para El Chaltén, Bariloche ou Ushuaia nas próximas saídas, fale com a nossa equipe pelo WhatsApp antes de comprar passagem. A gente ajuda a montar o checklist completo e o seguro já está resolvido dentro da expedição. Veja o que tem disponível no calendário de expedições.
Não. Brasileiros podem entrar na Argentina com RG físico em bom estado, emitido há no máximo 10 anos, ou com a nova CIN física. O passaporte também é aceito, mas não é obrigatório. A versão digital do documento no aplicativo Gov.br não é aceita nos controles migratórios internacionais.
Sim. O Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) nº 366/2025 tornou o seguro de saúde com cobertura internacional obrigatório para todos os turistas estrangeiros na Argentina a partir de 1º de julho de 2025, e a exigência segue em vigor em 2026. O plano de saúde brasileiro convencional não substitui o seguro viagem internacional.
Não. A Carteira Nacional de Habilitação não é aceita como documento de viagem para a Argentina. O mesmo vale para OAB, CRM, CREA, CPF, título de eleitor e carteira de trabalho. Os únicos documentos aceitos são RG físico válido, CIN física ou passaporte.
Brasileiros podem permanecer na Argentina por até 90 dias como turistas, contados a partir do carimbo de entrada. Não é necessário solicitar visto previamente para fins de turismo.
Sim, o modelo antigo de RG é válido para viagens internacionais até 28 de fevereiro de 2032, desde que tenha sido emitido há no máximo 10 anos e esteja em bom estado físico. Se o seu RG foi emitido em 2015 ou antes, ele já ultrapassou o prazo de 10 anos e precisa ser renovado.
Menores de 18 anos precisam de RG físico válido (emitido há no máximo 10 anos) ou passaporte. Certidão de nascimento não é aceita como documento de viagem. Se o menor viaja sem um ou ambos os pais, há exigências adicionais de autorização notarial que devem ser verificadas com antecedência junto ao consulado argentino.

Sobre o autor
Fundador | Vida na Montanha
Fundador da Vida na Montanha. Em 2022 deixou a vida corporativa para criar uma empresa de expedições com propósito, focada em transformação pessoal e em conexões humanas genuínas na montanha. Hoje lidera os roteiros pela Patagônia, Andes peruanos e Brasil.
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